Suspeito de matar amigo deve ser indiciado por homicídio qualifi | 04/01/2018
Homem se apresentou nessa quarta após ter pedido de prisão preventiva decretada


O inquérito sobre a morte de Jonathan Rafael Maria, 31 anos, que foi esquartejado e teve o corpo carbonizado, deve ser remetido na próxima semana à Justiça. A previsão é da titular da 6ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (6ªDPHPP) de Porto Alegre. “Temos dez dias para remetê-lo”, avaliou a delegada Elisa Souza, acrescentando que o autor do crime, de 30 anos, amigo da vítima, deve ser indiciado pelo menos por, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. “Estamos coletando as provas para embasar o inquérito”, resumiu. Foragido após a prisão preventiva ter sido decretada, o suspeito acabou apresentando-se na tarde de quarta-feira, acompanhado de um advogado e não quis prestar depoimento. Ele foi recolhido ao sistema prisional.

A delegada Elisa Souza explicou que diligências ainda estão sendo ainda realizadas e devem ser ouvidas mais algumas testemunhas e pessoas já citadas nos depoimentos para esclarecer alguns pontos. “Aguardamos o resultado da perícia no veículo Tucson que era da vítima. Esperamos encontrar vestígios do autor que comprovem que ele dirigiu o carro da vítima até a oficina onde foi localizado depois”, observou. Dois funcionários da oficina já o reconheceram.

A titular da 6ªDPHPP disse também que estão sendo aguardados os resultados de exames periciais no corpo da vítima com o objetivo de apurar se “houve ingestão de álcool ou veneno”. O resultado do DNA do dedo achado na casa do tio do autor do crime é igualmente esperado pelos policiais civis pois será comparado com o DNA do corpo carbonizado que foi encontrado na tarde de segunda-feira passada às margens da BR 290, em Eldorado do Sul.

Para a delegada Elisa Souza, a arma usada no crime possivelmente pertenceria ao tio e estava guardada na residência onde ocorreu a vítima foi morta e esquartejada. Na noite de quarta-feira ocorreu inclusive uma nova perícia na casa com o emprego do luminol, que confirmou a presença de sangue no ambiente. “Deu positivo em muitos locais”, destacou. O trabalho pericial mobiliza junto o Departamento de Criminalística e o Departamento Médico Legal.


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