Pré-candidata ao Planalto, Manuela diz que mercado não precisa t | 11/11/2017
Pré-candidata ao Planalto, Manuela diz que mercado não precisa temer comunistas


Após ter a pré-candidatura à Presidência da República lançada, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) afirmou nesta sexta-feira, em entrevista para o Esfera Pública, na Rádio Guaíba, que o mercado não precisa temer um nome do partido comunista disputando o Planalto. Horas antes, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou, em Porto Alegre, que vê com “certo risco” a vitória de um candidato “antimercado” nas eleições de 2018.

Conforme Manuela, o desenvolvimento econômico passa justamente pela indústria nacional. No entanto, a pré-candidata revelou que questões envolvendo juros e taxa cambial devem ser debatidos para garantir estabilidade econômica. “Quem é a favor do Brasil não precisa se assustar com a candidatura do PCdoB. O que nós queremos debater é quem é este mercado e quais são seus interesses, pois os interesses nacionais são as bandeiras estruturantes do PCdoB. Nós somos um dos poucos partidos com ‘Brasil’ no nome porque existe a ideia de que a nação é o centro do nosso projeto. Nenhum setor que é comprometido com os interesses nacionais precisa se assustar com a gente”, sintetizou.

Manuela também considera que a candidatura própria do PCdoB não visa enfraquecer os demais concorrentes de esquerda, como Lula e Ciro Gomes, por exemplo. Segundo a comunista, o PT recebeu de forma “fraterna” a sua pré-candidatura à Presidência. Em 95 anos, essa é a terceira vez que o PCdoB decide disputar o Planalto com nome próprio. Por isso, Manuela defende que os programas sejam debatidos por uma frente ampla, composta pela sociedade e não apenas pelos partidos de esquerda.

“Nós lançamos a candidatura porque acreditamos que a partir do golpe de 2016, que tirou Dilma da Presidência, emergiu um novo ciclo politico, onde há necessidade de debatermos quais as perspectivas do Brasil para o futuro. Quando a gente fala que quer discutir os caminhos ou saídas para crise não significa negar a caracterização que nós fazemos do passado”, justificou.

“Debates vão ser reveladores de quem é Bolsonaro”

A deputada gaúcha também afirmou não ter medo de participar de debates sobre o futuro do Brasil com quaisquer candidato ao frisar que já atuou com Ciro Gomes e Jair Bolsonaro na Câmara, e ainda compôs a base do governo Lula no Congresso. Ao comentar o discurso “agressivo” de Bolsonaro, Manuela considera que as discussões presidenciais vão confirmar que o pré-candidato não passa de uma “piada”. “Os debates vão ser reveladores de quem é Bolsonaro e da ausência de projetos dele. Ele é uma piada de mau gosto. Qual é o projeto para segurança pública do Bolsonaro? Armar a população?”, provocou.

Manuela, porém, considerou que o discurso polarizado de Bolsonaro contra “ameaça comunista” pode abrir brecha para candidatos que se dizem “de centro”, como Geraldo Alckmin alcem campanhas consistentes ao Planalto.
Fonte: Correio do Povo.


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