BLOG DO TOB | 19/06/2017
O HOMEM DO GUARDA CHUVA


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O HOMEM DO GUARDA-CHUVA
Os cenários são as ruas e avenidas de nossa cidade. O homem transita tranquilo com seu guarda-chuva, e com razão, são devidas aquelas chuvonas de inverno como tem acontecido ultimamente. Ele é prevenido, muitos jovens correm para todos lados quando veem aquelas tormentas rápidas, assim, ele está certo em levar seu guarda-chuva a tiracolo.
Também o observo, assim como tudo o que ocorre a minha volta, mas ele me chama a atenção, tem uma rotina mais ou menos igual em todos dias. Conversa na calçada com o cidadão da contabilidade, enquanto o homem da contabilidade fuma seu cigarrinho. Às vezes têm outros também entrando na conversa, aí me incluo. Conversa-se sobre tudo, sobre políticas, sobre nossos vereadores, sobre a economia de um modo geral, é assim, muita conversa descontraída. Sigo em frente, dou um giro pela cidade, pela avenida Independência, e por outros pontos da cidade, e lá está o homem com seu guarda-chuva na mão, algumas vezes aberto, quando tem uma chuvinha dessas aí que incomodam. Vejo-o muitas vezes também saindo no Mercado Santo Antônio, outras vezes do Azeredo com sua sacolinha na mão, outras tantas do Tonello, embora ao que parece fica longe de sua residência. Quando tenho tempo fico também conversando com amigos, e os comentários são que o nosso herói está mal das finanças, que tem problemas de grana como todo mundo, por isso passa devagar, vai a suas atividades a pé mesmo! Ouço quando dizem: daí, fazendo uma caminhada? Ele sacode a cabeça afirmativamente, algumas vezes só resmunga, pois sabe que pode ter alguma malicia na pergunta, mas o nosso herói deste cenário palmeirense segue firme, olhando para frente com orgulho, pois sabe que está lutando pela sobrevivência com honestidade, trabalhando no que pode lhe render algum dinheiro para assim dar a famosa volta por cima! De um modo geral, todos fazem parte deste cenário que me refiro. São pessoas que passam rapidamente umas pelas outras. Podemos ser jovens ou mesmo já amadurecidos, e ao passarmos pelos trajetos da cidade, não nos damos conta, mas nós, também, somos um personagem circulando na cidade. Quando por algum motivo mudamos, quando andamos sem o carro, vestimos roupas um pouco piores que as anteriores, sapatos mais desgastados, bem que as pessoas nos destacam, nos observam, pode ser sem malícia, mas estamos mudando o cenário e é isso que lhes causa estranheza. É assim o mundo, somos parte de um cenário sem nos dar conta, assim como o nosso querido homem do guarda-chuva!


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