FUTSAL NA VEIA | 07/07/2020
Futsal com a água batendo no pescoço


Essa expressão é muito usada em momentos críticos e a modalidade do futsal vive dias incertos, de angústia e apreensão quanto ao futuro. Nos últimos dias iniciou-se uma forte mobilização que visa buscar um norte diante das incertezas e da falta de garantias quanto ao retorno das competições.

Em live realizada na última sexta-feira (03), Sandro Gonçalves - Idealizador do Blog do Sandro - foi enfático em sua manifestação.

- Momento é desesperador para todos que dependem do futsal. Membros de comissão técnica, atletas, imprensa, diretores, arbitragem e todos aqueles que vivem direta e indiretamente do futsal, precisam se unir urgentemente, não estamos vendo uma luz no fim do túnel neste momento.

A Liga Gaúcha de Futsal mantém contato com as equipes e espera dar início à Liga 1 (primeira divisão) no fim de agosto, as incertezas referente às outras duas divisões profissionais e categorias de base, preocupa o Técnico Cigano, multi-campeão pelo Atlântico de Erechim.

- Me preocupa demais essa situação, eu estou desempregado e sem saber nem se haverá competição, estou sobrevivendo, mas muitos atletas e treinadores estão passando necessidade e não há respaldo algum do governo, nossa modalidade é desassistida, esquecida pelo poder público, os clubes precisam se mobilizar urgentemente e em conjunto com as ligas e federações, buscarem dar um respaldo aos mais atingidos neste momento.

A Liga Gaúcha mantém o otimismo em relação ao início de sua principal competição no fim de agosto, mas muitas perguntas seguem sem resposta. Como serão realizados os testes? Como os clubes irão sobreviver sem a renda, já que a tendência é de realização dos jogos com portões fechados? O impasse segue e talvez seja o momento de enfim ter a CBF assumindo a gestão do salonismo nacional, hipótese levantada e que caminha para ser confirmada em relação à seleção brasileira de futsal, porém, é preciso elevar e ampliar o debate para quem sabe, logo ali, ela assumir no âmbito geral, assumindo as federações e buscando entendimento com a Liga Nacional.

Atualmente a Liga Gaúcha calcula que os prejuízos serão em torno de R$ 30 milhões no estado com a bola pesada guardada no armário, estima-se que 58% da população gaúcha será afetada. Já são 113 dias sem futsal.



Por: Deive Gessinger.

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