FUTSAL NA VEIA | 06/06/2020
Guilherme Antunes: Uma vida de amor ao esporte


Nascido em Palmeira das Missões no ano de 1985, Guilherme Kleber Antunes tem uma história que sempre é aplaudida e chegou a hora de trazemos ela aos admiradores da nossa coluna.

Filho de desportista, Guilherme desde pequeno frequentava clubes, ginásios e estádios, não atoa, começou cedo seu caminho.

- Em 1995 fiz parte da Escolinha de Futebol Sete do Guarita, na época com os professores Paulinho Fernandes e Biro-Biro, ali foram os primeiros e fundamentais passos para seguir a paixão pelo futebol. Já com 13 anos, integrei a escolinha do Palmeirense, mesmo assim, seguia no Guarita e assim passava treinando quase todos os dias.

O ano de 2000 reservava coisas boas e elas vieram.

- Sim, em 2000 passei em um peneirão para ir pro Grêmio, imagina, clube do meu coração...do coração do meu pai. Mas antes disso, o treinador Ronaldo Bagé - Campeão pelo Palmeirense em 2001 - me levou ao Caxias, ele era olheiro do clube e passei 4 meses lá.

Porém, o forte seria o futsal e em 2001 a história começou.

- Joguei os abertos de SC pela cidade de Mondaí, sendo chamado ao Ouro Verde Futsal na mesma época, o treinador era o grande Ruviaro. No futsal fiquei de 2001 à 2004, sendo emprestado ao Guarany de Espumoso em 2003 e vencendo o sul-brasileiro por eles, na cidade de Florianópolis.

O acidente:

- Estava no meu auge, havia ajudado o Ouro Verde na série ouro e havia a possibilidade de integrar a John Deere, sensação do estado e revelação nacional na época. Porém, antes disso, sofri um acidente grave e não foi possível seguir profissionalmente.

Pós acidente:

Eu fazia Educação Física e após melhora de saúde, queria retornar para as aulas e aí surgiu um amigo que passou a ser irmão, o Marcel Vilante. Ele me acompanhava nas aulas presenciais, copiava o conteúdo para mim e ali fortalecemos uma amizade que ultrapassa as barreiras, somos irmãos e devo muito a ele.

Professor de Educação Física, Guilherme é casado com Patrícia e pai de Henrique e Cecília. Marcel Vilante, falou sobre o amigo.

- Guilherme Kleber Antunes (Koxa Branca), nos conhecemos no Ouro Verde e dali pra frente surgiu uma amizade incrível, jogamos juntos no Ouro Verde, contra no guarita mas sempre estávamos juntos, infelizmente na noite do acidente não estava com ele, passamos a tarde juntos mas a noite estava com minha família, mas logo cedo liguei pra ele para irmos no Guarita almoçar quando a mãe dele atendeu o telefone informando q o Koxa tava no hospital, logo fui lá pra ver ele aí ficamos mais próximos. Visitava ele todos os dias. E quando ele fez as cirurgias e voltou a estudar eu ia junto pra copiar a matéria pra ele. O tempo foi passando, depois de recuperado convidamos ele pra ser nosso treinador na taça RBS por dois anos, e sempre ficou envolvido no esporte. Um cara sensacional e de bom coração.


Por: Deive Gessinger.

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