BLOG DO TOB | 07/09/2018
O DETETIVE


O DETETIVE
JP, jovem estudante de Administração da federal, gosta de aventuras, de livros de mistérios, coisas estranhas do cotidiano. Fez cursos paralelos de investigações, pois em suas pesquisas viu que na cidade tem mercado para detetives, necessidades de investigadores. É o que faz, monta seu escritório no centro da cidade. Faz anúncios: “Investigador particular discreto, resolvemos seu problema.” Em poucos dias, enquanto se organiza com computadores, enquanto arruma sua sala, com as mesas e divisória apropriadas, recebe seu primeiro telefonema, seu primeiro cliente, aliás, uma cliente querendo investigar o marido, tinha dúvida de sua fidelidade. JP não queria iniciar seu trabalho com esse tipo de problema, traições, mas afinal precisava de recursos para sua manutenção e sua cliente aparentemente não teria problema nesta área, o dinheiro. Leia o diálogo:-pois não senhora, em posso ajudar? Bem, assim, o meu marido anda estranho e queria saber da sua rotina, o que anda fazendo. JP responde:- Senhora, não é bem o que gosto de investigar, mas verei o que posso fazer. Prossegue JP:- Preciso que me envie seu local de trabalho, sua rotina principal, com o horário de saída para o trabalho, etc. Ela, senhora T.O. (evito os nomes diretamente para sigilo) responde que ele é gerente de uma loja no calçadão, sai ás 7:30 da manhã. Prossegue a senhora que pela voz me parecia jovem, muito segura de si.
Pelo endereço do camarada ficou de bom tamanho, pois era vizinho ao escritório de JP, assim ele tinha por perto o camarada para vistoriar seus trajetos. JP, inicialmente se posicionou na frente da loja para ver quando chegava. Dentro do carro, com os vidros escuros, observava, e viu que era entre 8:00 e 8:15. Assim prosseguiu, mas viu que o melhor era posicionar uma câmera discreta, que ninguém percebesse. Assim, como se fosse um instalador, com uma escada e um carro com inscrições como de técnicos, instalou uma câmera ligada ao seu p.c. do escritório. Dentro do carro era cansativo, assim, com as câmeras ligadas, ficava o tempo todo vendo os movimentos, e deu para sentir que o senhor LR (já expliquei o motivo das abreviações, assim os envolvidos ficam protegidos) não tinha muitas variações de horários, muito pontual. Passam-se os dias, uma semana, e a senhora TO liga perguntando das novidades:-Tem novidades Senhor JP? :- Ainda não, ao que parece sua rotina é normal até agora, responde o jovem detetive. :-Sei, disse, ele sai as sete horas e trinta, mais ou menos, às vezes antes, quinze minutos antes, por aí.:- Senhora, me ligue semana que vem, vou aprofundar minhas investigações.
JP achou curioso quando ela falou no horário, era muito tempo para percorrer menos de dois quilômetros. Saindo de um prédio de apartamentos no centro, junto à praça do hospital, nesse horário, deveria chegar as oito com folga, algo estava errado. Também como se fosse um técnico de telefonia e outros que se utilizam de escadas junto aos postes, fingindo trocar algo no poste, viu que saía realmente no horário indicado, ás 7:30 horas. Ainda ficava a pergunta:-Como demora para chegar ao escritório! Deve ter uma parada no caminho. Repete a rotina no dia seguinte, mas desta vez se prepara para seguir o homem, e foi o que fez. Surpresa, o camarada para o carro na calçada e entra na polícia civil!
Obs.: Prossegue a história na próxima edição. O caso não era tão simples para JP, algo perigoso começa a se desenhar, mistérios surgem!


comentários
Clique para comentar

enviar comentário